quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Variações sobre a casa

Era uma casa. Uma casa é sempre uma casa que inevitavelmente vive em núpcias com o seu morador. Era uma casa castelo, uma casa livros, uma casa açúcar no leite do pequeno-almoço, uma casa que se queria assombrada.
Era uma casa pão. Uma casa gorro para ir para a escola. Eram autocolantes nos vidros do quarto, a Câmara municipal em frente. E havia beijos de manhã; à tarde; à noite “ Até amanhã mãe se Deus quiser”, e a mãe acordava do seu sono “ Dorme filho”.
Uma casa poema, música − os primeiros acordes . Uma casa filme “ Dorme bem filho. Desliga a luz.”, e o filho nada. E o filho de núpcias com a casa, sem a largar, preso voluntariamente, a ouvir a mãe no interior do seu quarto, à espera.

O natal a se fazer sentir

Alguns momentos, que aqui e ali vão mostrando o Natal.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Ideias para se oferecerem no Natal. A vós mesmos...

De quando em vez, vou colocar algumas propostas.












Algum entusiasmo




Já foi traduzido, vou adquiri-lo, lê-lo, àquele que injustamente é comparado a Auster.
As informações encontrem-nas.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Tenho de ir lavar os pratos

Cover´s como deve ser

Quando descobri, tinha de colocar.




e ainda

Dandy no sul

“Não deverias fazer isso. Sabes que não vais terminar”, dizia eu, devagarinho a mim próprio, enquanto fugia do fim. Cabelo na areia, numa capela praia, mar nos ouvidos, e um frio enorme que me desejava transportar até ao altar.
Nunca ia até ao fim da minha basílica privada, ficava – como ainda fico – no meio, sentado como o profeta a pensar; enroscado no Inverno do mar vazio. Vultos no princípio, e, no fim. Eu sentado… sem nada, ou ninguém.
O sobretudo abotoado, sapatos nos pés, no areal; dandy ao vento, a sul, ao sul.